domingo, 12 de junho de 2011

TER OU NÃO TER NAMORADO

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.

Namorado é a mais difícil das conquistas.

Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.

Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.

Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.

Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.

Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.

ENLOU-CRESÇA.

Artur da Távola

''Apenas me abrace. Não diga nada. Vamos ficar só em silêncio escutando o nosso coração bater na mesma sintonia.''
Y. Schultz

sábado, 11 de junho de 2011

O teu amor pode estar do seu lado...
Do Seu Lado - Nando Reis

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Amor!!! :-)

Mas tudo que acontece na vida
Tem um momento e um destino
Viver é uma arte, é um ofício
Só que precisa cuidado...

Do Seu Lado - Jota Quest

quinta-feira, 9 de junho de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Santo Anjo do Senhor!!! :-)

domingo, 22 de maio de 2011

História - Matriz de Santa Rita de Cássia



Apresentação:
No centro do Rio de Janeiro, mais precisamente no Largo de Santa Rita, esquina com a Rua Miguel Couto, está erguida a Matriz da Paróquia de Santa Rita. O Templo desafia, com sua singela e bela fachada, a grandeza dos edifícios locais. É um confronto harmonioso entre o estilo barroco-rococó do século XVIII e o arrojo da arquitetura moderna.
Descrição:
A Igreja tem fachada simples, junto à calçada, com detalhes expressivos do Barroco. Internamente, há um pequeno átrio sob o coro, tendo-se, à esquerda um batistério, uma pia batismal de mármore e um quadro a óleo com o batismo do Senhor Jesus, e à direita, uma imagem de Santa Rita e, de cada lado da entrada, uma pequena pia de mármore. A nave retangular apresenta as paredes laterais com pilastras que se estendem à cimalha com os arcos do teto abaulado, que apresenta lindos painéis.
No fundo da nave o majestoso altar com o trono da Padroeira, nos nichos laterais dois pares de colunas torsas, que guardam a imagem de Santo Agostinho, a esquerda, e a de Santo André Avelino a direita. O teto, abaulado, apresenta uma clarabóia central e três belos painéis de cada lado, com os mesmos simbolismos da nave.
No segmento da esquerda, ficam a secretaria e a sacristia.Nesta, há, à esquerda, a fonte histórica muito procurada no passado pelas curas milagrosas de doenças dos olhos; no lado direito, vê-se um nicho que guarda a primitiva imagem de Santa Rita de Cássia ( 1750) e belo lavabo português em mármore.

Dados Históricos:
O culto à Santa Rita de Cássia teve início no Rio de Janeiro antes de 1710, quando aqui chegaram o fidalgo português Manuel Nascentes Pinto, sua mulher Da.Antônia Maria e o filho Inácio. Veio em missão dada pelo rei de Portugal, D. João V. O casal trouxe de sua pátria um belo quadro de Santa Rita de Cássia, Santa de sua devoção, que por vários anos vinha sendo cultuada no solar da chácara, que ficava no limite da atual Rua Teófilo Otoni até a cercania do Morro da Conceição. De grandes virtudes e muito simples, todos os anos, no dia 22 de maio, os nobres portugueses reuniam muitos religiosos na residência senhorial, para a veneração da Santa de devoção, toda a Cidade era convidada. Em pouco tempo resolveu ampliar o local da veneração, construindo na propriedade uma Capela (atual Igreja de Santa Rita) e mandando vir de Portugal uma rica imagem da santa (esta até hoje no altar), guardada na Igreja da Candelária enquanto se construía o pequeno templo, cuja pedra fundamental foi colocada em 1720. Foi tal o incremento dado pelo fidalgo Nascentes Pinto, que a tudo custeava, que um ano após, em 1721, já estavam prontos a Capela-mor, a sacristia e o consistório da Igreja. Nessa época, também foi criada a Irmandade de Santa Rita de Cássia, que assumiu a administração da Igreja em 13 de maio de 1721, nesse documento, o benfeitor reservava para si o padroado da Igreja, até então propriedade particular. Tal fato abriu prolongada demanda, pois o Bispo D. Francisco de S.Jerônimo, o que colocou a Pedra Fundamental da Igreja, recusou-se a reconhecer tal intento, alegando que só o Rei de Portugal podia ser padroeiro das Igrejas no Brasil. Com a morte do benfeitor, seu filho Inácio, continuou a querela com o Bispo. Em 1741, por insistência do Bispo e ameaças até de excomunhão, o herdeiro Inácio Nascentes Pinto foi obrigado a ceder, entregando o Templo à Mitra, mas dando continuidade à questão. Certo dia, uma grave doença acometeu Inácio, deixando-o paralitico, sem voz e surdo. Considerando ser um castigo do céu por seu litígio com a Mitra, o herdeiro apelou para Santa Rita, prometendo encerrar a questão caso ficasse curado. Passados alguns dias, Inácio teve restabelecidos todos movimentos e sentidos, voltando a caminhar. Faleceu tempos depois, tendo passado a seus filhos a determinação de não mais entrar em conflito com a Mitra.

Particularidades:
O Templo foi elevado à condição de Igreja Matriz em 30 de janeiro de 1751, com a criação da Paróquia de Santa Rita. A capacidade é de 250 fiéis sentados. A Paróquia mantém um trabalho social, distribuindo mensalmente cestas básicas à 150 famílias cadastradas. O templo guarda relíquias de Santa Rita de Cássia e de Santo Lenho, sendo tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN) .

http://www.matrizdesantarita.org.br/historia.html